Existência da 'luz da vida' em seres vivos é confirmada por cientistas
- Igor
- 16 de jun. de 2025
- 2 min de leitura
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Calgary, no Canadá, e publicado na revista The Journal of Physical Chemistry Letters, revelou que seres vivos emitem uma forma extremamente fraca de luz — apelidada de “luz da vida” — que desaparece quando o organismo morre.
O fenômeno, conhecido como emissão biológica de fótons ultrafracos (UPE, na sigla em inglês), foi observado em todos os sistemas vivos analisados no estudo, incluindo camundongos e plantas. Essa emissão luminosa é resultado da atividade metabólica celular e está diretamente ligada à produção de Espécies Reativas de Oxigênio (ROS) — moléculas geradas como subprodutos naturais do metabolismo.
Em situações de estresse, os organismos ativam vias bioquímicas que elevam a produção de ROS. Quando esses níveis se tornam excessivos, ocorre o chamado estresse oxidativo, que pode desencadear reações de excitação e transferência de elétrons. Essas reações levam à emissão de fótons, produzindo uma luz extremamente tênue — invisível a olho nu, mas identificado com equipamentos apropriados.

Para analisar o fenômeno, os pesquisadores posicionaram organismos vivos e recém-mortos em lugares completamente escuros, com temperatura controlada. utilizaram câmeras altamente sensíveis, capazes de detectar fótons individuais com eficiência quântica superior a 90%, para registrar a emissão luminosa.
A comparação entre os camundongos vivos e mortos revelou uma diferença marcante: os vivos emitiam quantidades significativamente maiores de UPE, mesmo quando todos os animais foram mantidos a 37°C. Nos organismos sem vida, a emissão de luz era praticamente inexistente, indicando que o fenômeno está diretamente ligado à atividade vital.
No caso das plantas, os testes foram feitos com um tipo específico de câmera — a EMCCD (Electron-Multiplying Charge-Coupled Device) —, mais adequada para capturar a emissão fotônica em vegetais. As plantas foram submetidas a diferentes tipos de estresse, como cortes ou exposição à luz intensa, e os cientistas observaram variações na intensidade da luz emitida, diretamente relacionadas às alterações no metabolismo.




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